sexta-feira, setembro 28, 2012

A Vida Ainda É Bela

Arraste-me, prenda-me, sufoque-me e me dê fôlego
Eu estou quase sem ar e as minhas ideias murcharam
Por acaso as suas notas bem escritas me servirão agora?
 
Um poema pra embelezar a sua letra, quem sabe melhora
Ou ainda muitas flores coloridas pra animar a sua vida
Pra você ver que a vida ainda é linda e não finda.

Sim, a vida pra quem ama nunca finda
E pra quem quer se deixar levar por um frescor novo
Deixando entrar toda a cor e sua alegria

Há quem perceba a vida e sua beleza
Toda, inteira, sem vergonha, nua e crua
Com toda a força, toda dor, com muito e pouco amor

Outros preferem sentir o aroma do café, da roupa limpa ou a maciez da cama
Ainda gostam da briga de travesseiros, tornam o tempo um brinquedo
Voltando o disco que já estava dito, segue repetido, indo
A vida pra quem ama nunca finda
Mas o amor faz dela paixão infinita.

quarta-feira, setembro 19, 2012

Teatro de Esquina

O tempo escorre pelas mãos
E se grava na memória para sempre
A espera bate à porta, quem vai enfrentá-la?

Vem a noite entorpecida pelo brilho de uma só estrela
Que termina quando a luz do carro acende.
O medo viaja pelos reflexos de um espelho
Riscando o vidro da vida já esquecida

Até quando vai isso?

Está à margem da perdição, sargetamente iludido
Quase perto do perigo, começou errado. Tudo
Num teatro encantado, o falso, larápio
Achava que tudo colava com choro e lágrima

No final do dia, depois daquela briga
Viu que a mentira era vencida
Com os raios de Sol do meio-dia

segunda-feira, setembro 10, 2012

Fome Noturna

É tanto desejo escondido, sombreado
Antes eu tivesse sumido para longe
Pois o que não se vê, não sente

Assim nem sempre é

Foi tudo isso como uma chuva de verão
De água fria que molha o chão ardente e depois some
Bem, verão no inverno existe

Ah, mas quando muito se fala
Um sentimento se cala, tudo aperta
O que um dia queria 
Agora não existe mais

A coisa é persistente, persiste
Sem fôlego insiste
Como as mãos que afagam
Os braços prendem, os olhos procuram

E deixou-se levar, para algum lugar
Que pensava estar
E viu que, nem tudo é o que parecia ser